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Pensamentos I

"Se eu deixasse algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Deixaria para você, se houvesse, o respeito àquilo que eh indispensável: Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E quando tudo mais faltasse, um segredo: O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída." (Gandhi)

 



Escrito por Nanda Dêvi às 08h38
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Pensamentos II

"SE QUISER VER SEU SONHO SE REALIZAR NÃO TENHA PRESSA, VÁ DEVAGAR.

FAÇA POUCAS COISAS, MAS FAÇA-AS BEM.

O QUE VEM DO CORAÇÃO CRESCE PURO.

SE QUISER VIVER LIVRE, NÃO SE APRESSE, VÁ DEVAGAR.

FAÇA POUCAS COISAS, MAS FAÇA-AS BEM.

O QUE VEM DO CORAÇÃO CRESCE PURO.

DIA APÓS DIA, PEDRA SOBRE PEDRA.

CONSTRUA SEU SEGREDO DEVAGAR.

DIA APÓS DIA, VOCÊ TAMBÉM CRESCERÁ E CONHECERÁ A GLÓRIA CELESTE.

( São Francisco de Assis, um dos maiores gurus-preceptores da humanidade )



Escrito por Nanda Dêvi às 08h29
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Música Devocional Indiana

Eh maravilhoso ouvir os cânticos tradicionais sem os instrumentos modernos tão conhecidos, música sem a escala fixa ocidental e que por isso mesmo torna-se impossível reproduzir, pois os semitons e microtons são importantes para o sistema indiano de música clássica. Eh um presente para os ouvidos escutar as tablas, vasos,  bodhram, talking drum, djembé, bansuri e thar, assim como perceber que a voz humana faz parte do instrumental.

Entrar na Índia eh entrar em outra música, eh mudar o ouvido. Tudo na Índia eh diferente. A expressão musical eh muito sofisticada com fundamentos e regras que compõem uma obscura ciência não formulada, que não está escrita em nenhum livro, pois a música indiana eh terrivelmente rebelde à escrita, e assim eh um legado que se transmite oralmente, já que não há sistema de transcrição capaz de atendê-la. E apesar dessa impossibilidade ela eh tão erudita quanto a música de Bach, Beethoven, Chopin... E sempre foi praticada com extrema severidade porque uma única falha, uma vibração perdida ou mal colocada levaria a um desastre na ordem mundial (Teoria do Caos), como inundações, epidemias ou até mesmo o fim dos tempos. Esse rigor que conduz a uma série de codificações memorizadas começou há muito tempo pela recitação cantada dos hinos dos Veda.

O Natyashastra - antigo tratado que também abrange o teatro e a dança (editado por volta do começo de nossa era) - fala das gamas, acordes sonantes e dissonantes, do sistema de sete "notas" e torna-se um labirinto sonoro em que nossos ouvidos se perdem. Sobre a luz, ela eh ao mesmo tempo onda e partículas, substitua "luz" por "música"! O ocidente escolheu a partícula, a divisão nota por nota, abreviando-as, unindo-as. A Índia escolheu a onda, a energia pura, uma espécie de corrente feita de partículas, sem dúvida, mas tão intimamente jungidas que atravessando todas as nuances de som formam uma só vibração linear.

Além de paz e felicidade, a música clássica indiana infunde um bem-estar capaz de curar males da alma. Quando isso acontece, diz-se que o musicista vivencia o Nad Brahma, um estágio em que o som que ele produz se transforma na Divindade. Ragas (estilo musical de complexa organização melódica) retratam parte da filosofia e religiosidade indiana. Foi por volta do século X que a noção de raga - "atração", "cor" - e que eh muito particular à Índia, apareceu. Cada raga corresponde a um momento do dia ou do ano, a um sentimento como o desejo e a espera, a uma sensação de calor, de neblina, de solidão, enfim, essas emoções que se chamam rasas, foram codificadas em nove grupos onde o medo está ligado ao preto, o azul ao desgosto, o branco à dúvida, o amarelo à alegria. Há ainda muitas outras divisões que supõe um estudo incessante para o intérprete ao longo de sua vida.

Um curiosidade: Dos instrumentos ocidentais, os indianos só mantiveram o violino. Mas, modificaram-no. Ele eh executado estando o instrumentista sentado, mantendo-o na posição vertical. Acrescentaram-lhe cordas de ressonância. Poucos são os instrumentos de couro. Muitos são os instrumentos desconhecidos: os de cordas, tambores e flautas. Tanto exotismo, mas a música acaba sendo a principal viagem à Índia e a outros mundos, nos reporta a outras dimensões, pois ao ouví-la continuamos nesta terra, e no entanto, estamos além.

 



Escrito por Nanda Dêvi às 09h57
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CASTAS: A PERFEIÇÃO DO HINDUÍSMO E A HIPOCRISIA DAS NAÇÕES

A Índia histórica não eh um país. Eh uma cultura, uma das mais velhas e estáveis da Terra. Essa cultura foi contemporânea de quase todas as civilizações. E muitos ocidentais costumam criticar as diferenças da Índia como deficiências. Criticam a insistência indiana em que os indivíduos devem seguir as profissões hereditárias estabelecidas e perpetuadas pelo sistema de castas. Deixando de lado a integridade e a validade histórica da cultura indiana.

As castas são a sanção viva das idéias hindus de diferença - diferentes verdades, diferentes realidades, diferentes vidas em virtude de novo nascimento, diferentes karmas e dharmas - pois, no sistema hindu de castas a unidade social não eh o indivíduo, mas o grupo ao qual o mesmo pertence. Todas as pessoas são divididas em grupos hereditários. A estrutura de castas e as idéias básicas da filosofia hindu contribuíram para todas as realizações da Índia histórica. Na Índia (que sofreu tantas invasões), talvez porque um número enorme de povos diferentes tivessem de achar um meio de viver juntos, a coexistência separada, e não a fusão, se tornou a chave da sobrevicência do hinduísmo.

Os Vedas contam que os Devas criaram o mundo por meio do sacrifício de um gigante chamado Purusha (uma das formas de Brahma). Seu corpo foi dividido e dos pés surgiram os trabalhadores braçais. Das coxas, os agricultores e mercadores. Dos braços, a nobreza e os guerreiros que são a força da sociedade. Da boca, os sábios e os santos chamados brâmanes, para serem a voz de todos. E assim, os Vedas justificam a existência das castas sociais que determinam o lugar de cada indiano na sociedade. As castas determinam o que cada pessoa será na sua existência antes mesmo de seu nascimento.

Bem, o que o mundo cego não percebe, eh que todas as nações direta ou indiretamente, explícita ou implicitamente refletem em sua sociedade o mesmo regime. O que eh óbvio na civilização hindu, está inconsciente nas nações. Façamos algumas considerações: Aqui no Brasil, eh muito evidente perceber o regime de castas dentro das cerimônias matrimoniais, por exemplo. Você já viu algum médico casar-se com a empregada doméstica da casa de seus pais? Você já ouviu falar que um juiz se apaixonou e casou com a gari, a garota da limpeza urbana? As pessoas acabam sempre se casando com outras de seu meio sócio-cultural não eh mesmo? Você já ouviu falar que o coveiro do cemitério formou-se em Direito e abriu um bem sucedido escritório de advocacia? Você já ouviu falar de alguma moça de família que inveja a profissão de prostituta e resolve morar na zona do meretrício para exercer o ofício? Vê? Há várias castas por aqui. A casta dos políticos, dos bancários, dos professores... Essa que lhes escreve eh uma professora e não consegui mudar de casta, sabe por quê? Por que meus proventos não permitem fazer outro curso superior e eu adoraria ser psicóloga, mas morrerei na minha casta. Por falta de recursos e oportunidade. Isto eh segregação social. Isto eh casta. Irremediavelmente, vivemos o regime de castas. A Índia e o mundo inteiro!!!! E se estiver errada, deixe sua opinião aqui. Namastê.



Escrito por Nanda Dêvi às 18h43
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Hinduísmo: Uma visão monista

O hinduísmo eh a capacidade devocional de ver Deus nos Deuses. Milhões de Devas qualquer dos quais - de todos a um ou nenhum - pode ser adorado com igual propriedade. O panteão hindu eh a expressão da unicidade incontestável de Deus e a força do hinduísmo repousa na sua própria variedade. Os milhões de Divindades são as manifestações diferentes da única Deidade cultuada na Índia.

O hinduísmo não tem um sistema fixo de culto. Alguns hindus oram, alguns meditam, alguns fazem sacrifícios. O hinduísmo não teve um profeta que lhe codificasse e "evangelizasse" as crenças. Desenvolveu-se antes do culto primitivo das forças da natureza e da filosofia védica do passado indistinto da Índia Eterna. Harmonizando todas as classes, todas as mentalidades, todas as personalidades, o hinduísmo tornou-se mais que uma religião. Criou a estrutura para a sociedade indiana em que pessoas de antecedentes, crenças, posição social e educação amplamente diversos seguem caminhos separados - juntas.

A filosofia  e a ortodoxia hindu esclarecida são fundamentalmente monistas e monoteístas, apesar das multidões dos Deuses. As múltiplas representações são apenas especializações, virtudes específicas, atitudes, componentes, facetas. Criação, duração e dissolução, são apenas um e o mesmo em termos de origem, significado e final. As Divindades são as mutáveis auto-expressões da sagrada e única Energia Inteligente e transcende às mudanças que parece inflingir a si mesma, não sendo afetada por elas. A compreensão dessa unidade eh a sabedoria hindu e a ignorância do mundo que interpreta o hinduísmo como uma religião politeísta. A compreensão de que Deus eh o Um representa a confortante vitória da concepção do Divino pelo hinduísmo.

Procurando encontrar a unidade na multiplicidade, surge uma concepção mais lúcida que o conceito judaico de "um só Deus". O conceito de que todos os Deuses, todos os homens e todas as coisas são apenas manifestações diferentes da Inteligência Cósmica  que preenche todo o Universo. Nessa opinião, relaciona-se o conjunto do universo com o atman de cada homem. O atman não pode ser definido. Existe, mas não pode ser captado. A vida provém do Atman, mas este não tem qualidade tangível.

Faça um teste: "Apanhe um fruto da figueira. Abra-o. Verás sementes minúsculas. Abra uma delas. Aparentemente não verás nada. Mas o que você não vê eh a essência da figueira. A essência eh o Espírito invisível que a tudo se estende. Eh o Eu de todas as coisas. E você eh esse Eu. Está unido ao Espírito que impregna o universo. Eis o sentido do monismo e o tema predominante do hinduísmo."

 



Escrito por Nanda Dêvi às 18h44
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Uma bela citação

"NO CORAÇÃO, UM SHAKTA; NA APARÊNCIA, UM SHAIVA; NAS CONGREGAÇÕES UM VAISHNAVA. SOB TODAS AS FORMAS OS KAULAS PERAMBULAM PELO MUNDO".



Escrito por Nanda Dêvi às 15h05
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Novena dos Nove Nomes de Shiva

I - Ato de Adoração.

II - Entonação da mantra OM NAMAH SHIVAYA 108 vezes no japamala.

III - Leitura do dia.

IV - Invocação à Shiva, O Grande Senhor do Universo, que conduz à libertação do espírito, a cada final da leitura diária.

I)

EM NOME DE DEUS

Senhor Shiva, Deus Absoluto e Soberano, Autor do milagre da criação, conservação e dissolução do Universo. Por serdes vós quem sois, Pai Todo-Protetor e Benevolente e porque vos amo, proponho suavemente e com o auxílio de vossa benignidade e plenitude suprema, levar uma vida de devoção a vós, Maheshwara, para que possa ser digno(a) de receber sabedoria, paz, liberação, estando ainda neste mundo. Swastia (Assim Eh).

II)

 OM NAMAH SHIVAYA (108)

III)

Leitura do dia - 1º Dia:

Anugrahamurti - A Manifestação Benéfica

"Contemplemos O Senhor em seu regozijo cósmico e aprendamos com o arquiyogi dos deuses a magia de encantar a outrem através da dança, da meditação, do jejum, do yoga e dos exercícios respiratórios. Alcancemos a profunda benignidade de Anugrahamurti, privando-nos das coisas temporais e Ele nos concederá a prática do bem, o reto pensar e uma vida auspiciosa."

2º Dia: Nrttamurti - O Senhor dos dançarinos

"Contemplemos o Dançarino Cósmico, Rei dos dançarinos, em sua manifestação dançante incorporar em si mesmo a energia eterna, os poderes da criação, conservação e dissolução do Universo. Sua mão direita superior porta um tambor; a mão esquerda oposta mostra uma língua de fogo; o gesto de abhaya "não temas" pela segunda mão direita eh proteção; a segunda mão esquerda aponta para o pé erguido ou salvação. Confiemos no Senhor e Ele nos mostrará a Face da Glória."

3º Dia: Maheshamurti - O Grande Senhor

"Contemplemos Nosso Senhor concedendo sabedoria e paz para seus devotos, irradiando o brilho perene de sua energia abençoada. Sêde para mim, Super Shiva, o doador do santo rosário - símbolo de vossa santidade -; o doador da espada - emblema da firmeza espiritual -; o doador do escudo - para proteger-nos do ímpio. Concede-nos vossa infinita graça! Vós sois a personificação da plenitude do Absoluto."

4º Dia: Candrashekara - O Deus com a Lua no Cabelo

"Contemplemos Candrashekara cujo penteado consiste na cabeleira alta e desfeita do Grande Yogi dos devas. Glorifiquemos Candrashekara que será para sempre o varão de cabelos jamais cortados. Sintamos o perfume de seus cabelos recendentes a doces aromas. Invoquemos O Senhor que eh adornado com cachos e sobre cuja cabeça aplaca-se a força de Gangã, e assim Ele nos concederá o bem."

5º Dia: Gangãdhara - O Protetor do Ganges

"Contemplemos Gangãdhara em cujo topo da cabeça jorra a água que alude a Gangã. Protegendo a Terra da destruição pelo impacto violento da força do Ganges, Shiva permitiu que o Rio Sagrado caísse primeiro sobre seus divinos cabelos amortecendo a queda, ajudando assim aos homens. Peçamos ao Senhor sobre cujo tapete o Ganges se espalha que nos conceda o fruto da liberação."

6º Dia: Shikareshwara - O Senhor do Píncaro

"Contemplemos Shikareshwara assentado no lindo cume da principal montanha, resplendente de várias gemas, coberto de árvores e trepadeiras, ressoando com os cânticos de vários pássaros, perfumado com a fragrância de flores de todas as estações, as mais encantadoras, abanado pela brisa suave plenamente fresca e aromática, povoado por exércitos de iniciados, bardos, ninfas e seguidores de Ganapati(...), Mestre do mundo das coisas móveis e imóveis, que eh sempre Benevolente, sempre Bem-Aventurado, um oceano de compaixão deliciosa, branco que nem cânfora ou jasmim, consistindo em sattva puro, todo-penetrante, vestido pelo espaço, Senhor do desamparado, Mestre dos yogins, amado dos yogins, (...) sujo de cinzas, pacífico, usando uma guirlanda de serpentes e crânios, com três olhos, que eh Senhor de três domínios, segurando um tridente, que eh facilmente saciado, pleno de sabedoria, amorfo, destemido, indiferenciado, imaculado(...). Contemplemos o Deus dos deuses."

7º Dia: Ishwara - O Senhor

"Contemplemos O Abençoado! O SENHOR PERMANECE À ESPERA DOS QUE O PROCURAM. OH SER COMPASSIVO! SENHOR DOS DESDITOSOS! A VÓS RECORRO EM BUSCA DE REFÚGIO. OH SER QUE EH RICO EM MISERICÓRDIA! LANÇAI A SOMBRA DE VOSSOS PÉS DE LÓTUS SOBRE MINHA CABEÇA!"

8º Dia: Pashupati - O Senhor do Rebanho

"Contemplemos Pashupati, O Augusto Deus. Somos todos gado de seu pasto, pastoreados pelo seu eterno olhar que eh um oceano de ternura. O Bom Pastor conduz animais domésticos, silvestres e todas as almas humanas. Senhor, Tu és o meu Guru Deva. Felizes os que experimentam vossos cuidados e a docura do vosso maravilhoso olhar. Apacenta-me, Meu Deus e Meu Tudo."

9º Dia: Shankara - O Dispensador de Dádivas

"Contemplemos Shivashankara absorto no silêncio de sua própria majestade solitária, pronto para abençoar os desamparados, os desditosos e os humildes. Ele eh o Deus que sustenta o mendicante e os miseráveis. Ele eh o que domina a violência. Infinitas são as suas dádivas, o seu favor, a sua compaixão. Cultuemos o Beneficente dentro de nós e lembremos que Ele eh Pai Todo-Protetor e poupa o suplicante da sua ira por amor de sua glória e de seu Santo Nome."

IV)

Invocação

Oh, Anugrahamurti,

Nrtamurti,

Maheshamurti,

Candrashekara,

Gangandara,

Shikareshvara,

Ishwara,

Pashupati,

ShivaShankara,

vós sois puro deleite e a coisa mais auspiciosa de se ver: Mahakala. Confiante em vossa profunda benignidade, ousamos acercar-nos de vosso pé esquerdo que eh salvação, para vos expor nossas prementes necessidades (pede-se a dádiva desejada). Ouvi, pois, o favor que confiante vos rogamos. Entrego-me em vossas mãos, Senhor. Assim eh.

(NOVENA EH UM PERÍODO DE NOVE DIAS E CORRESPONDE A SOMA DOS ALGARISMOS DO NÚMERO MÍSTICO 108)

 

 



Escrito por Nanda Dêvi às 15h47
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Sua Santidade

"Perguntaram ao Dalai Lama: O QUE MAIS TE SURPREENDE NA HUMANIDADE? E ele respondeu: OS HOMENS. PORQUE PERDEM A SAÚDE PARA JUNTAR DINHEIRO, DEPOIS PERDEM O DINHEIRO PARA RECUPERAR A SAÚDE. E POR PENSAREM ANSIOSAMENTE NO FUTURO, ESQUECEM DO PRESENTE DE TAL FORMA QUE ACABAM POR NÃO VIVER NEM O PRESENTE E NEM O FUTURO.  E VIVEM COMO SE NUNCA FOSSEM MORRER... E MORREM COMO SE NUNCA TIVESSEM VIVIDO..."



Escrito por Nanda Dêvi às 20h09
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Rameshvara - Senhor de Rama

"Sois abundante no néctar da iluminação. Sois o Ser Excelso em vossa forma de lingam. Vós, que sois a Sabedoria, compreendeis a impermanência das coisas do Tempo. Oh vós, ponto central do mar da aniquilação, causa primeira de continuidade e declínio, luz das luzes, a resplandecer na radiação de vossa existência, sois o Ser Excelso, em vossa forma de lingam. Todos os deuses se inclinam (...) quando vos manifestais diante deles (...).

Oh Deus, aqueles que desejam libertar-se das penas do mundo voltam-se para vós em devoção e são libertados. Também aqueles muitos sábios - que, isentos de luxúria, malícia e qualquer paixão, desviaram seus rostos dos campos de sofrimento e repousam beatificamente em quietude - meditam em vós. Contemplam continuamente, com sua visão interior, o terceiro olho que ao meio de vossa testa eh exaltdo acima dos cinco elementos e, semelhante ao sol e à lua, ilumina a passagem para o esclarecimento. Vosso olho eh a realidade suprema e imaculada, botão incorrupto que coroa a magnitude da árvore ramada de vossa existência; nutre-se do licor da contemplação imperturbada, selada com a fulguração do fervor ascético. Ele confere-vos vosso poder, para sempre.

Oh Deus! Contemplai a flama da luz imaculada no lótus de vosso coração; serena, está distante da confusão das paixões (...). Invisivelmente visível ao yogi capaz de apreendê-lo, esse supremo, indestrutível e único Eterno, eh, foi e sempre será vosso Ser. Ainda que impalpavelmente delicado, permeia o cosmo. Eh grávido de poder, e os sábios lhe vão à procura. Eh ao mesmo tempo o caminho e o fim do caminho. Ninguém o guarda, ninguém o rouba. Eh vosso tesouro, desprovido de forma tangível.

(...) Deus Todo-Poderoso, (...) concedei-nos a paz! Vós conheceis - em verdade, os Sois em vosso próprio ser - (...) Ser Supremo, Consciência e Bem-Aventurança, oh vós, yogi, que sois antes do princípio dos Tempos, (...) o objeto apropriado à vossa visão interior eh a Luz Divina, Majestade Não-Mitigada. Vosso ser eh a serenidade suprema, força indestrutível não maculada pela mudança, para lém da percepção dos sentidos. A mais elevada paz, a impregnar o mundo todo, eh a vossa realidade; abrangei-a com a sabedoria de vossa alma. Os yogis vos conhecem como o Preservador do Mundo, sob a forma de Vishnu (...)."

ASSIM SEJA



Escrito por Nanda Dêvi às 09h34
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O Templo do Tantra: Khajuraho

Em Madhya Pradesh ergue-se o Templo de Khajuraho, lugar santo, onde se prestava o culto tântrico das 64 yoginis, veneradas como divindades.

Com mais de dez séculos, durante muito tempo escondido entre a vegetação ( de tal forma que não foi descoberto nem pelos primeiros invasores europeus, nos séculos XVIII e XIX ), as esculturas conservam um frescor, uma evidência sensual desprovida de qualquer sentimento de pecado, que escandalizam ou encantam, depende dos olhos de quem vê.

Este eh um lugar sagrado, erigido ao amor e que propõe o orgasmo das pedras. O prazer de olhar as cenas de sexo sacramental eh uma oferta de felicidade divina. Os intercursos sexuais acrobáticos talhados na pedra, inspiram-se quase sempre nas atitudes descritas no manual do Kamasutra, que precedeu as esculturas em dois ou três séculos.

Há muitas imagens femininas sedutoras: são as apsarases. Às inumeráveis esculturas clássicas, misturam-se imagens de cópulas bestiais ou de humanos e monstros, eh a união mística entre criaturas e divindades. O conjunto eh único no mundo inteiro. Ele mistura o impuro e o divino, a água benta e o esperma, o céu e a terra.

O link a seguir, eh um lindo vídeo que mostra o Templo do Tantra: http://www.youtube.com/watch?v=EkRAbAudVo4



Escrito por Nanda Dêvi às 16h39
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